Guillem Farres leva a TF 250-X ao título da MX2, Camden McLellan termina como vice e fabricante britânica fecha sua terceira temporada na categoria também com o campeonato de construtores
Três temporadas foram suficientes para a Triumph transformar sua entrada no Mundial de Motocross em título. Guillem Farres conquistou o campeonato da categoria MX2 de 2026 com a TF 250-X após a etapa decisiva disputada em Darwin, na Austrália. A marca britânica encerrou o ano também com Camden McLellan na segunda posição entre os pilotos e o título mundial de construtores.
Farres chegou à rodada australiana na liderança e confirmou o campeonato já na primeira bateria, ao cruzar a linha de chegada em segundo lugar, atrás justamente de McLellan. O espanhol terminou a temporada com 904 pontos, 36 à frente do companheiro de equipe, que somou 868. A dobradinha colocou as duas Triumph nas primeiras posições da classificação final da MX2.
O resultado ganha peso pela curta trajetória da fabricante na categoria. A Triumph estreou no Mundial de MX2 em 2024, com uma motocicleta desenvolvida especificamente para sua entrada no motocross. Naquele ano, Mikkel Haarup levou a marca ao primeiro pódio. As vitórias começaram a aparecer na temporada seguinte, abrindo caminho para a disputa pelo campeonato em 2026.
Neste ano, Farres e McLellan venceram 11 dos 19 Grandes Prêmios realizados. A evolução ficou evidente desde as primeiras etapas. McLellan conquistou a primeira vitória geral da Triumph em um GP e chegou a assumir a liderança do campeonato, enquanto Farres ganhou terreno ao longo da temporada e tomou a ponta da classificação após o Grande Prêmio da Grã-Bretanha, em julho.
A partir dali, o espanhol não deixou mais a liderança. Aos 23 anos, Farres encerrou o campeonato com seis vitórias em Grandes Prêmios e chegou à Austrália dependendo apenas de um resultado consistente para assegurar o título.
“Foi uma temporada incrível e definitivamente uma daquelas que vou lembrar pelo resto da minha vida. Gosto muito de estar com essa equipe, trabalhamos muito duro e estou muito feliz por conquistar este campeonato”, afirmou Farres após a decisão.
McLellan também terminou o ano em alta. O sul-africano de 22 anos venceu cinco Grandes Prêmios durante a temporada e chegou à última rodada ainda ocupando a segunda posição do campeonato. Em Darwin, venceu a primeira bateria e garantiu a vitória geral no GP da Austrália, fechando o Mundial como vice-campeão.
No centro da campanha está a TF 250-X, motocicleta que marcou a entrada da Triumph no segmento de motocross. Equipada com motor monocilíndrico de 250 cc, a moto foi desenvolvida com participação de nomes como Ricky Carmichael e Ivan Cervantes e reúne componentes específicos para competição, entre eles suspensão KYB, freios Brembo e recursos eletrônicos como controle de largada e de tração.
A conquista de 2026 representa o primeiro título mundial da Triumph no Motocross FIM e encerra um ciclo iniciado apenas três anos antes com a estreia da fabricante na MX2. Além dos campeonatos de pilotos e construtores, a Triumph Factory Racing terminou a temporada com o título entre as equipes.
Depois do Mundial, Farres e McLellan ainda têm pela frente o Motocross das Nações, representando Espanha e África do Sul, respectivamente. Para 2027, os caminhos se separam dentro da estrutura da Triumph: Farres sobe para a principal categoria, a MXGP, enquanto McLellan permanece na MX2.
