Pesquisa mostra que 29,1% dos empresários esperam vender mais do que em 2025 e aponta concentração das compras na semana da data
O Dia das Crianças deve movimentar diferentes segmentos do varejo mineiro em 2026. Levantamento da Área de Pesquisa e Inteligência da Fecomércio MG mostra que a data tem impacto para 78,2% das empresas do comércio varejista no estado. Entre os empresários ouvidos, 29,1% esperam vendas superiores às de 2025, enquanto 26,5% projetam estabilidade e 21,8%, retração.
Entre aqueles que apostam em crescimento, 56,3% atribuem a expectativa ao otimismo em relação ao período. O valor afetivo da data é mencionado por 34,5%, e 16% apontam o aquecimento do comércio. Já entre os empresários que projetam queda nas vendas, 48,9% citam a percepção de retração do comércio, 25,6% mencionam o endividamento dos consumidores e 23,3%, a situação econômica.
“O empresário percebe a oportunidade, porém considera o ambiente de consumo e a capacidade de compra das famílias antes de ampliar estoques ou intensificar investimentos”, avalia Gabriela Martins, economista da Fecomércio MG.
Para atrair os consumidores, parte das empresas pretende recorrer a estratégias que vão além do preço. O atendimento diferenciado aparece entre as ações de 20,2% dos estabelecimentos, seguido por propaganda, com 17,1%, e promoções e liquidações, com 15,8%. O marketing digital foi citado por 11,5%.
Os estoques também indicam preparação para a data. Segundo a pesquisa, 64,6% dos estabelecimentos já receberam todas as encomendas, enquanto 28,6% ainda aguardavam mercadorias. Outros 6,5% não haviam feito pedidos e, entre eles, a baixa expectativa de demanda foi a justificativa mais mencionada.
Na lista de produtos com maior expectativa de saída, os brinquedos lideram, citados por 23,1% dos empresários. Roupas aparecem em seguida, com 17,2%, seguidas por balas e doces, com 10,7%, e calçados, com 8%.
O levantamento também mostra a presença das vendas digitais: 33,5% das empresas impactadas pelo Dia das Crianças comercializam produtos on-line. Entre elas, o WhatsApp é utilizado por 81,5% e aparece como principal canal, à frente das redes sociais, mencionadas por 25%.
Apesar da preparação dos lojistas, a maior parte das compras deve ficar para perto da comemoração. Para 85,1% dos empresários, os consumidores vão às compras principalmente na semana do Dia das Crianças. Apenas 12,4% esperam uma antecipação maior.
O Pix lidera entre os meios de pagamento esperados, citado por 28% dos entrevistados, seguido pelo cartão de crédito parcelado, com 27%, e pelo cartão de crédito à vista, com 23,9%. Em relação ao tíquete médio, as duas faixas mais mencionadas foram de R$ 70 a R$ 100 e de R$ 100 a R$ 200, ambas com 23,6%.
Para Gabriela Martins, a proximidade entre a decisão de compra e a data exige preparação do comércio. “O consumidor pode deixar a decisão para os últimos dias, mas espera encontrar disponibilidade, facilidade de pagamento e uma experiência de compra simples”, afirma.
