1 de outubro de 2026

Palácio das Artes formaliza primeira etapa de revitalização em cerimônia em BH

Termo assinado entre Governo de Minas e MPMG garante R$ 10 milhões para intervenções no Grande Teatro Cemig

O Palácio das Artes deu um novo passo em seu processo de revitalização nesta quarta-feira, 30 de setembro. Em cerimônia realizada no Espaço Oscar Niemeyer, foyer do Grande Teatro Cemig, o Governo de Minas e o Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) formalizaram um termo de compromisso que destina R$ 10 milhões à primeira etapa das obras do complexo cultural.

O documento foi assinado pelo secretário de Estado de Cultura e Turismo de Minas Gerais, Leônidas de Oliveira, e pelo procurador-geral de Justiça, Paulo de Tarso Morais Filho. Os recursos serão direcionados pelo MPMG, por meio da Plataforma Semente, enquanto a Fundação Clóvis Salgado, responsável pela gestão do Palácio das Artes, é a proponente do projeto de restauro.

A primeira fase será concentrada no Grande Teatro Cemig, que passará por intervenções de infraestrutura, acessibilidade e segurança. Entre os serviços previstos estão adequações na instalação elétrica, substituição e instalação de poltronas acessíveis, restauração dos pisos de parquet da plateia e do palco e renovação dos carpetes. O projeto também considera a preservação das características arquitetônicas e acústicas do espaço.

As obras terão início após a conclusão do processo licitatório para a contratação da empresa responsável. O projeto mais amplo de restauração contempla todo o complexo do Palácio das Artes e tem investimento estimado em cerca de R$ 39 milhões. A intervenção no Grande Teatro representa, portanto, a primeira etapa de um processo maior de recuperação e modernização do equipamento cultural.

A assinatura ocorre no ano em que o Palácio das Artes completa 55 anos. Inaugurado em 1971, o complexo ocupa 18 mil metros quadrados de área construída e reúne diferentes espaços dedicados à música, ao teatro, à dança, ao cinema e às artes visuais. O Grande Teatro, com 1.705 lugares, não passa por uma intervenção de grande porte desde a reconstrução realizada após o incêndio de 1997.

Durante a cerimônia, Leônidas de Oliveira destacou a dimensão simbólica da iniciativa ao relacionar a obra à preservação da memória do equipamento cultural. Segundo o secretário, restaurar o Palácio das Artes significa preservar uma “memória viva” e preparar o espaço para as próximas gerações.